Janelas abertas pós-pandemia: você já identificou a sua?

O termo “novo normal” tem despertado vários sentimentos sobre o que nos aguarda no pós-pandemia; os de aceitação de que a rotina mudou e de que precisaremos nos acostumar com um novo modo de comportamento e de hábitos e os que relutam em pensar que essas novas rotinas vão perdurar por muito tempo. Adeptos ou não a esse termo, a verdade é que nunca nos acostumaremos com o número de pessoas que se foram e com os números que não estão baixando. Continuamos a perder vidas.

Frente a esta ameaça que enfrentamos hoje, a flexibilização do isolamento social trouxe uma sensação de normalidade que não se expressa na curva de perdas a que assistimos no noticiário. Por isso, a rotina de trabalho, a locomoção, os contatos e o lazer mudaram totalmente e trouxeram reflexões para todos os setores da economia. Destaco três janelas abertas por esta crise que serão determinantes para reflexões pós-pandemia em todo o mundo.

Home office

Para os que pensavam que a volta ao trabalho estava só esperando um aval do Governo Federal ou estadual, deparamo-nos com uma resposta mais flexível das empresas. O home office trouxe benefícios que, antes da pandemia, nunca foram testados e as empresas, ao menos as maiores do mundo, estão repensando seu modus operandi.

Fintechs, startups, empresas como o Facebook, Google e até entidades financeiras estão cogitando manter a maioria dos seus funcionários em casa. O próprio google manterá 200 mil empregados em regime de home office até julho de 2021, de acordo com a IstoÉ Dinheiro. A mesma publicação destacou uma pesquisa norte-americana a qual apurou que mais de 80% de empresários entrevistados no país manterão algum grau de teletrabalho após a crise, ainda sem data para terminar.

Levando em consideração que o home office praticado na pandemia da Covid-19 não foi o ideal, essa mudança pode mostrar nuances ainda mais positivas. Já Imaginou seus funcionários trabalhando em casa, sem distrações com filhos, pois estarão na escola, sem a pressão e o estresse de um confinamento? Se os resultados já foram bons nestas condições, o futuro só pode reservar melhorias importantes.

Estilo de vida

Quem não questionou seu estilo de vida nesta pandemia, não a viveu plenamente. Impossível não rever o modo como se relaciona com sua casa, com sua família, o jeito que se alimenta ou se exercita. Essas são apenas algumas mudanças. Com o isolamento social, houve uma procura significativa por ferramentas de comunicação por videoconferência tanto para “encontrar” a família como para fazer reuniões de trabalho, assistir a aulas e até fazer entrevistas, como estamos observando em todos os telejornais.

Quando levamos para o âmbito da moradia e do trabalho, as mudanças ficam mais perceptíveis. Uma matéria do site Infomoney relata que o Grupo Zap, que envolve diversas plataformas de busca por imóveis, relatou um aumento de 340% na busca por imóveis situados a 100 quilômetros da capital paulista entre janeiro e março de 2020. São pessoas que entenderam que não precisam pagar tanto, nem precisam estar na capital para entregar seus trabalhos cumpridos em seu home office, por exemplo.

Educação financeira

Com uma economia vacilante, empresas encerrando suas atividades e com o Brasil encerrando 1,1 milhão de vagas de trabalho entre março e abril deste ano – segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Cageb), divulgados pelo Ministério da Economia – a educação financeira nunca fez tanto sentido. Saber quanto custa o seu estilo de vida e ter uma reserva de emergência foram responsáveis pela tranquilidade de muitas famílias. Quem nunca pensou em ter uma reserva de emergência, passou a considerar tal possibilidade como algo imprescindível.

Trabalho, vida pessoal e educação financeira compõem o tripé que mais sofreu inflexões neste período de crise, que ainda não tem data para terminar. Aprender, evoluir e sofrer disrupções são estados essenciais para extrair bons frutos de um problema mundial como este, assim como de toda crise que ainda passaremos na vida.

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